O líder do Chega voltou a preocupar o país. André Ventura, de 41 anos, que há dias foi obrigado a interromper um comício em Tavira depois de se sentir mal, está finalmente em casa, mas o susto deixou marcas profundas — tanto na equipa como na família.

Durante o discurso, Ventura foi visto a perder o fôlego e a encostar-se ao púlpito, enquanto assessores e médicos se aproximavam apressadamente. O momento foi transmitido em direto e, segundos depois, o pânico instalou-se. “Foi horrível. Pensámos que era um enfarte”, contou uma testemunha presente no local.
De imediato, o político foi transportado para o Hospital de Faro, onde passou a noite em observação. Os exames confirmaram que não se tratava de um problema cardíaco grave, mas sim de um espasmo esofágico associado a episódios de tensão arterial elevada. Ainda assim, os médicos não esconderam a preocupação.
Mas o que parecia controlado voltou a repetir-se. Na manhã seguinte, durante uma arruada em Odemira, Ventura sentiu-se novamente mal e precisou de apoio para deixar o local. O episódio gerou nova onda de apreensão e levou o líder do Chega a ser submetido a um cateterismo no Hospital de Setúbal.

Fontes médicas garantem que o político “está fora de perigo”, embora “extremamente cansado e sob stress”. “Ele precisa de repouso absoluto. Foi um aviso sério do corpo”, revelou um profissional de saúde envolvido nos exames.
O partido Chega já confirmou que André Ventura irá suspender temporariamente todas as atividades de campanha para se concentrar na recuperação. Em casa, Dina Nunes, a esposa do líder, tem sido o seu maior apoio. “Ela ficou em choque. Chorou ao ver as imagens. Agora não o larga nem por um segundo”, confidenciou uma amiga próxima do casal.
Apesar do susto, Ventura fez questão de deixar uma mensagem de tranquilidade aos apoiantes. “Estou melhor, graças a Deus e à equipa médica. O coração está bem. Foi apenas um grande susto”, afirmou, com a voz ainda cansada, mas tentando manter o tom combativo que o caracteriza.
Nos bastidores do partido, o clima é de alívio, mas também de reflexão. “Ele é incansável, vive em campanha permanente. Mas este episódio mostrou que nem mesmo o André é de ferro”, disse um colaborador.
Por enquanto, os médicos são claros: descanso absoluto e nada de stress. E, por mais difícil que seja para alguém como André Ventura, parece que desta vez não há alternativa — é parar para poder continuar.